POSSO PUBLICAR MEU MATERIAL CIENTÍFICO SEM ESTAR INSERIDO EM UMA INSTITUIÇÃO? COMO FUNCIONA?

Tendo em vista que muitos se questionam se é preciso estar vinculado a uma instituição de ensino para que um material possa ser publicado, em nosso post de hoje iremos discutir sobre alguns aspectos relacionados à publicação científica, a fim de que essas dúvidas sejam sanadas.

Dessa forma, para darmos início a nossa conversa, a primeira coisa que deve ficar clara sobre o amplo universo da pesquisa é que o contexto da publicação científica está atrelado a uma lógica específica, onde essas publicações se baseiam em textos científicos que, para que sejam aprovados, precisam obedecer a uma sistematização específica que determina como os dados serão coletados, tratados, apresentados e analisados e, ainda, as normas da revista ou da instituição, onde o material será publicado. Assim, após essas adequações, tem-se o processo de submissão.

O PROCESSO DE SUBMISSÃO DE UM MATERIAL CIENTÍFICO

Após desenvolver o seu material com base nos critérios, métodos e normas da revista ou da instituição, terá que submeter esse artigo para que a revista analise se ele pode ser publicado. Ele é avaliado de diversas formas.

Em primeiro lugar, avalia-se se ele está de acordo com o escopo da revista. A partir disso, há uma série de critérios específicos a cada revista que serão observados nesse artigo, como normas para os autores e tipos de trabalhos aceitos.

Depois de aceito pela revista para análise, o material será avaliado de inúmeras formas. Avalia-se se ele possui plágio, se está dentro das normas, se a linguagem está adequada e se o conteúdo é coerente e relevante para a área/linha de pesquisa. Logo, se tudo estiver de acordo com o esperado pela revista, tem-se a avaliação final do material.

A AVALIAÇÃO FINAL DE UM ARTIGO E A RESPONSABILIDADE DA REVISTA

A última fase de avaliação de um artigo é feita por pares, às cegas. No geral, dois pesquisadores com titulação acima da sua irão avaliar se o seu material é pertinente e o parecer apontado por eles irá apontar se esse artigo poderá ser publicado ou não.

A avaliação final de um artigo e a responsabilidade da revista

Assim, após a obtenção da aprovação, significa que esse material é científico, logo, foi considerado como válido e que pode tanto contribuir com a comunidade acadêmica quanto com a comunidade laica.

Dessa forma, após esse aceite, é papel da revista publicar esse material. Nesse contexto, a publicação pode ser feita tanto no formato PDF quanto na linguagem HTML.

Assim, para que o seu material possa ser lido e citado por outros autores, a revista precisa indexá-lo em uma base de dados, em que a linguagem HTML é fundamental para que se tenha acesso e conhecimento a tais produções.

VANTAGENS DO MODELO HTML

Revistas como a Núcleo do Conhecimento têm investido nesse formato de linguagem. O acesso a esses materiais é facilitado porque por meio do próprio Google é possível chegar a essas produções.

Dessa forma, quando as revistas trabalham com outros tipos de tecnologias e não se preocupam com o HTML, precisam se vincular a algum tipo de base de dados para se apoiarem em um mecanismo capaz de tornar viável o acesso ao conhecimento. Assim, essa base de dados irá permitir que os materiais publicados cheguem às pessoas.

É por esse motivo que as bases de dados são tão importantes. Essas bases de dados, antigamente, eram muito mais restritas, de modo que eram poucos os que tinham acesso ao saber científico. Contudo, no começo dos anos 2000, os cientistas passaram a observar certas lacunas provocadas por esse acesso muito restrito ao conhecimento.

A MUDANÇA DE LÓGICA DAS BASES DE DADOS

Desde os anos 2000, os cientistas têm unido esforços por uma mesma causa: a luta pelo acesso ao conhecimento gratuito e de qualidade. Iniciou-se, com isso, um movimento chamado de Open Search que, em português, pode ser traduzido para “Ciência Aberta”. Essa, na verdade, é uma luta internacional.

Os cientistas adeptos a esta corrente partem do pressuposto de que o conhecimento científico não pode ser acessado apenas por uma parcela específica da sociedade, isto é, por aqueles que têm dinheiro. Luta-se, então, para que todos tenham acesso ao saber científico produzido na academia.

Dessa forma, a principal defesa é de que, além de ser g